- Posso oferecer-te um jantar? Já que me convidas para te arranjar o teu rádio deixa-me retribuir, para pôr conversa em dia – disse ele, voltando-se para ela.
- Claro, deixa-me ir só trocar de roupa – disse ela.
- Na, na. Vais assim, estás adorável, normal – disse ele, sorrindo.
- O senhor manda – disse ela, rindo-se.
Dirigiram-se para o restaurante, estava praticamente vazio, não tinham visto nenhum paparazzi, estava tudo calmo e confortável.
- Desculpa a cena do rádio, acho que foi mesmo só uma desculpa para te ver – disse ela, com um sorriso envergonhado.
- Bem lá que isto já fazia falta, fazia – disse ele rindo-se, deixando-a mais á vontade.
- Então e amores? – perguntou ela, sorrindo.
- Sabes, acho que fui feito para ser apenas amigo das pessoas, simplesmente não encontro a pessoa perfeita – disse ele pensativo.
- Bem, já somos dois. Quer tudo “comer-me” ou namorar comigo só por namorar – disse ela, olhando-o curiosa.
Só agora reparava que ele deixara a barba crescer e tinha o cabelo mais curto, fazendo-o parecer mais velho do que realmente era.
- Pareces mais velho – disse ela sorrindo.
- Bem de facto estou – disse ele, rindo-se.
- Oh, tu percebeste – disse ela, rindo-se com ele.
- Pode-se dizer que te tornaste uma bela senhora, também – disse ele, sorrindo.
- Serás sempre o meu irmão mais velho – disse ela, sorrindo-lhe.
- Claro – disse ele, com o sorriso esmorecido por aquelas palavras.
- Está aqui o MENU, pedimos desculpa pela demora – disse o empregando, estendendo-lho.
- Obrigado – disse Rupert, aceitando-o.
- Desculpa – disse ela.
- Hum, sem problema – disse ele, analisando o MENU.
Emma não foi capaz de dizer quaisquer palavras, até ela sabia que o que dissera fora errado.
- Então, e projectos novos, tens? – perguntou Rupert, passando-lhe o MENU.
- Não, não encontro nada de jeito… - disse Emma, tentando decidir o que comer.
- O Dan é agora director sabias? – perguntou ele.
- Sim, já tinha falado com ele. Ele anda a ver se encontra actores para o filme não é? – perguntou ela.
- Isso mesmo. E ele queria que nós, tu e eu, fossemos os protagonistas – disse Rupert, sorrindo.
Emma sempre gostara do facto de Rupert não conseguir ficar chateado com alguém e, no momento seguinte, já estar a fazer rir a outra pessoa.
- A sério? – perguntou ela, decidindo finalmente o que comer.
- Iap. Mas eu só aceito se tu aceitares – disse ele.
- Mas é claro que vou aceitar – disse ela, sorrindo.



